sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Sobre salario minimo, cazuza e o gen. figueredo

   Meus amigos

   sempre que repasso alguma coisa que eu pego nos jornais - mania de analista de informaçoes - procuro preservar a fonte, isto é legitimar a fonte, e alguns sites oferecem dificuldades, no anexo uma materia do blog de josias souza da folha.

   não ta muito arrumada mas leiam até o fim.

   AS COISAS MUDAM E PARA PERMANECERMOS OS MESMOS TEMOS QUE MUDAR TAMBEM,SO QUE ALGUNS MUDAM PARA MELHOR E OUTROS PARA PIOR.

   Josias faz um comparativo PT versus OPOSIÇÂO   em antigas e na
atual votação para o minimo.

   ACHO QUE O PT MUDOU PARA MELHOR e se quiser ser o partido ORIGINAL vai ter que mudar em muitas outras coisas.

   nada de novo sob o sol, WEBER em 1930 ja ensinava que em politica são aceitaveis dus eticas.

    A ETICA DA CONVICÇÃO - voce acredita e luta por aquilo

    A ETICA DA RESPONSABILIDADE  e agora ? não vai dar pra ser como gente pensava que podia ser.

    DE GRATIS COMO DIZ MEU SOBRINHO NETO UMA CHARGE DE DILMADRINHA DE BATERIA.

    abraços   cristovao  

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AS  COISAS MUDAM
Regi

- Ilustração 'Amazonas em Tempo', via 'A Charge'. Siga o blog no twitter.
Escrito por Josias de Souza às 02h08
Senador de primeiro mandato, Raldolfe Rodrigues (PSOL-AP), 38 anos, recorreu a Cazuza para resumir a sessão da noite passada, no Senado. “Eu vejo o futuro repetir o passado”, discursou Raldolfe, da tribuna. “Eu vejo um museu de grandes novidades. O tempo não para”.
A estrofe anterior da peça que Cazuza fez com Arnaldo Brandão incluía versos mais ásperos: “Tua piscina tá cheia de ratos. Tuas ideias não correspondem aos fatos”. Raldolfe, porém, preferiu pular esse pedaço da música. Ateve-se à referência temporal –o futuro ecoando o passado num museu de novidades.
A aprovação do salário mínimo de R$ 545, de fato, resultou num enredo em que se misturaram o déjà vu e o vice-versa. Para justificar o mínimo maior ou o menor, esgrimiram-se os mesmos velhos argumentos. Com uma diferença: inverteram-se os papéis.
Petistas e agregados argumentaram: um salário mínimo menos constrangedor desarrumaria as contas públicas, alimentaria a inflação, comprometeria a Previdência e provavelmente desmancharia o penteado de Dilma Rousseff.
Sob vaias de uma galeria ornada pela ausência da CUT, acusaram: quem prega um salário mínimo maior o faz por demagogia e oportunismo político. Sérios e sensatos são os que defendem o reajuste possível, mesmo reconhecendo que é pouco. Em 2012, será melhor.
Na trincheira oposta, a neoesquerda irresponsável: DEM e PSDB. Um agarrado ao mínimo de R$ 560. Outro, aferrado aos R$ 600. Raldolfe, adepto dos R$ 700, leu um discurso feito em 11 de maio de 2000, na Câmara. Corria o governo FHC. O ex-PT era vivo.
Discutia-se o reajuste do mínimo de então. O ex-petismo se batia por R$ 175. Raldonfe reavivou o discurso sem mencionar o nome do autor, hoje um senador pós-PT. É mentira dizer que a Previdência não suporta o aumento do mínimo, dizia o orador. 
Se o governo baixasse a taxa de juros em 1% ou 2%, pagaria o mínimo maior, afirmava. Hoje, é José Agripino Maia (DEM-RN) quem entoa essa pregação: se o Copom deixar de aumentar os juros em 0,25 ponto percentual, o governo poupa R$ 4 bilhões, disse.
Com esse dinheiro, daria para cobrir o extra de R$ 15 embutido no mínimo de R$ 560. “O trabalhador merece decência”, arrematou Agripino, para entusiasmo das galerias. E Raldolfe: “Os que antes defendiam o contrário agora defendem o reajuste. Os que defendidam o reajuste hoje defendem o contrário”. O tempo não para.
Ex-companheiro de Randolfe no movimento sindical, Lindberg Farias (PT-RJ), outro senador novato, foi um dos mais efusivos defensores das teses do neo-PT. A certa altura disse que PSDB e DEM comprometem com seu oportunismo a principal bandeira da Era Itamar-FHC: a estabilidade econômica.
No papel de sub-Agripino, Lindberg desceu da tribuna sob os apupos agenciados pela Força Sindical. Uma central nascida sob Fernando Collor (PTB-AL), o presidente que Lindberg ajudara a derrubar e hoje é seu “aliado” no museu de novidades do Senado.
Terminada a votação, ficou entendido que, assim como o país de FHC, o Brasil de Dilma não suportaria um mínimo acima de certo ridículo. A viabilidade da futura quinta economia do mundo ainda depende do martírio perpétuo de uma parte da sua população –algo como 47 milhões brasileiros.
A certa altura, Itamar Franco (PPS-MG) borrifou ironia na direção do relator Romero Jucá. Insinuou o óbvio: os R$ 545 não cobrem o mínimo da Constituição. Evocou o general João Figueiredo. "Uma vez perguntaram para um presidente o que faria com um salário mínimo, sabe o que ele respondeu?"
Jucá sabia: "Que daria um tiro na cabeça". Em verdade, Figueiredo soou em timbre mais chucro: “Eu dava um tiro no coco”, disse, em resposta a um menino de 10 anos. Na época de Figueiredo, a ditadura baixava o salário mínimo por meio de decreto-lei, sem a necessidade votações no Congresso.
Sob Dilma, vai-se reviver essa fase. O projeto enviado à sanção presidencial delega à presidente a atribuição de fixar o mínimo por decreto até 2015. Versados nas artes do Direito, o oposicionista Demóstenes Torres (DEM-GO) e o governista Pedro Taques (PDT-MT) uniram-se na condenação ao procedimento.
“É inconstitucional”, disse Taques. “O Congresso está se agachando para o Executivo”, ecoou Demóstenes. “E quem agacha muito mostra o que não deve”. Reza a Constituição, realçaram ambos, que o mínimo só pode ser fixado por lei.
Aécio Neves (PSDB) lembrou: a exigência foi inscrita no texto constitucional, em 1988, com o decisivo apoio de Paulo Paim (PT-RS). À época um ativo crítico do decreto-lei, herança da ditadura, Paim é agora ferrenho defensor dos futuros decretos de Dilma. Importam as regras, não a forma, diz ele. 
“Cada senador custa R$ 41 milhões por ano”, contabilizou Demóstenes. “O Orçamento anual do Senado é de R$ 3,3 bilhões. Vamos vir pra cá pra não trabalhar? Onde vamos parar? Vamos transformar o Brasil em Venezuela?”
Munida de ferramenta análoga à que era usada pela ditadra que combateu, Dilmacomo que reforçará Cazuza: “Eu vejo o futuro repetir o passado. Eu vejo um museu de grandes novidades. O tempo não para”.
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Escrito por Josias de Souza às 07h18

A Cabeça do Veio


“Sply... vai juntando tudo o que te mando e um dia escrevemos um livro...”

Deve admitir que nem sempre faço as coisas no tempo que acho que o meu pai, o Veio, quer que eu faça. Imagino que esse blog, que a princípio deveria ser um livro ou algo assim, é uma dessas coisas.

Certa vez ele disse:

- Nossa relação é baseada pela afinidade.

Bom... foi mais ou menos isso. O Veio não é o meu pai biológico, mas não por isso é mesmo meu pai. Ele é o meu paizão e como tenho orgulho de dizer “o único capaz de me mandar fazer alguma coisa e eu obedecer mesmo contra a vontade”. Relação baseada no respeito e no amor, o que eu posso dizer mais?

Vou colocar os textos dele aqui. Prometo ser fiel ao que ele escrever, mesmo que as vezes não concorde. Concordar ou não deve ser apenas um detalhe, dessas coisas que se empreguinam com a idade, no caso a minha.